Estou
lutando com um quadro que comecei alguns dias antes da minha recaída,
um ceifeiro; o estudo é amarelo, terrivelmente empastado, mas o ponto de
partida era bonito e simples. E agora vi nesse ceifeiro - vaga figura
que luta contra o demônio sob o sol para
concluir o seu trabalho -, vi nele a imagem da morte, no sentido de que
a humanidade seria o grão que é ceifado. Portanto - se você quiser -, é
a antítese daquele semeador que eu pintei antes. Mas nessa morte não há
nada de triste, tudo acontece em plena luz, com um sol que inunda tudo
numa luz de ouro refinado.
setembro de 1889
setembro de 1889
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